As imagens são de 2015, o último ano antes de me mudar para o Brasil. Sempre gostei muito da Feira do Livro, na verdade sempre gostei muito de livros físicos. Juntei várias dezenas, para não dizer, no mínimo, centenas. Com estas mudanças e falta efectiva de um poiso, estão ainda encaixotados na casa da terra. Quero sempre acreditar que um dia os mudo para um local fixo e à vista.
Digo sempre que preciso parar de comprar livros, mas nos últimos anos adquirem uma boa quantidade por aqui no Brasil. Tento sempre ficar com o mínimo possível. Mas ainda tenho por aqui algumas dezenas. Se juntar aqueles que publiquei o número aumenta. A maioria dos meus livros físicos, os de autoria, são de poesia, que acabo oferecendo a alunos/as que oriento. Em Natal publiquei dois livros de poesia como autor e co-organizei um livro conjunto. Publiquei ainda outro pequeno livro de edição de autor na terra. De momento os planos são para uma possível co-organização de outro livro. Tem faltado tempo para organizar. Daria para mais publicações individuais, mas a minha prioridade está nas publicações científicas.

No caso da Feira do Livro, além da óbvia questão da aquisição de livros a preços mais em conta, o evento em si, realizado no Parque Eduardo VII, geralmente com bom tempo, com dias prolongados e noites claras, sempre foi um atractivo. Sempre foi um óptimo ponto de encontro, ainda que muitas vezes fosse sozinho na perspectiva do arejar. Ver livros, tocar os livros e conhecer histórias e ideias fortalecem igualmente a atracção. Passei vários anos em leituras em bibliotecas, com destaque para a própria Biblioteca Nacional.
Apesar de continuar a adquirir livros físicos, fui obrigado a aderir ao PDF e outros formatos digitais. Digo com frequência que não leio livros de cabeceira. Mas na prática consulto algumas dezenas de livros na preparação das aulas. Artigos científicos também, mas alguns temas exigem maior profundidade.