Para um português típico que se muda para o Brasil o café pode ser um problema. Depende de região e do facto de se tratar de uma área urbana ou rural, mas até a vida de ajustar sentimos falta de um cafezinho, aqui dito expresso (ou espresso). Nas grandes cidades não é problema, mas em outras de tamanho dito médio pode ser. Claro que tem muito café por aqui e faz parte dos hábitos brasileiros. No Nordeste nem se fala. E não falo do chamado café da manhã, esse é uma refeição, o nosso café da manhã. Refiro-me ao café dito coado, que nas famílias é bom, mas é essa modalidade que geralmente se vende em todo lado. Fazem litros de café pela manhã, guardam em grandes garrafas térmicas e vendem a partir daí. Em uma das ditas lanchonetes na universidade em Natal até que não é mau. O preço é bom. O problema é que em todo lado a prioridade é o café já com açúcar. Nunca tomei com açúcar e nos últimos anos menos ainda, pois a diabetes de raízes familiares também me afectou.

Tem dois pormenores que podem ser melhorados nesse tal café expresso. Uma delas é sem dúvida o preço. O equivalente a qualquer pastelaria ou similar vende o café a 9-10 reais, quando não é mais caro. Em Campina Grande, sobretudo em 2025, descobri alguns pontos com óptimo café e a um preço entre 5 a 7 reais. Não posso comer, mas na cidade tem até pastéis de nata de fazer crescer água na boca. Além do preço, outro problema pode ser a forma de tirar o próprio café. Refiro-me sobretudo ao facto de encherem a chávena (aqui dita xícara). Acredito que a prática resulte da tradição, em que não é aquele expresso concentrado, mas uma xícara ou caneca de café. Nos locais que cobram mais, geralmente o café é servido como na imagem: o café, um doce e água gaseificada.