Setembro passa por nós como amor estival
Como mês de colheitas e recordações
Em que tudo segue o impulso da convergência
E os passos ultrapassam a hesitação
Setembro é o mês de recolher o que a terra dá
E cumprir nas romarias as promessas feitas
Incluindo subir ao altar como quem celebra
E se une na perpetua crença da união
O futuro nem tudo deixa junto
Mas Setembro muda também as cores e a natureza
Estampa a alegria de grandes projectos
Com o sorriso aberto da primeira vez
Setembro é a utopia dos continentes
Feita nos beijos trocados no fim de tarde
Com o céu pleno de cor e Horizonte
Com muitos caminhos abertos à nossa frente
José Gomes Ferreira