Não é nenhum lugar clandestino
São momentos à luz da candeia
São vivências de menino
Do tempo em que o jantar era ceia
Na lareira uma panela de ferro
Na mão uma cavaca de pinheiro
Não sabia o que era sorte ou erro
Nem tudo era posse de dinheiro
Escutava muitas narrativas
De heróis e alguns familiares
Com todas as prerrogativas
Gostava de histórias vulgares
O sonho acompanhava a imaginação
A paisagem criava a moldura
Já tinha tanto no coração
Que era simples na compostura
A casa tinha um pequeno postigo
E uma janela escondida
Continua tudo muito antigo
E ainda abaixo da necessária medida
José Gomes Ferreira