Não se sabe no que dá
Até se batalhar a fundo
Não se conhece a vitória
Sem colocar mãos à obra
Tantas vezes dizem que é sorte
Ou então não dizem nada
Pior é esse silêncio de inveja
A angústia de não terem tentado
Roendo-se dos nossos avanços
O desdém adora converter-se
Escolher a dor de cotovelo
Quando não mesmo o próprio ignorar dos outros
Tem quem não suporte o nosso sucesso
E para o exprimir nada diz na consciência
Tem muita gente incapaz de nos elogiar
Mesmo sabendo da glória do caminho
Pois qualquer elogio aos outros dói como o próprio fracasso
Ninguém dá o braço a torcer
Em vez disso activam-se disputas e egos
Como se a vida fosse apenas suportada de divisão
José Gomes Ferreira
* Em jeito de atualização e não necessariamente de forma cronológica. Ontem à noite não conseguir publicar, o editor não estava a surgir.