Entre continentes

Véspera de eleições 

O Brasil está ao rubro com a campanha eleitoral, sendo que a votação é eletrônica e obrigatória

Não tenho falado sobre as eleições no Brasil, que estão ao rubro. As razões são simples: não tenho direitos políticos, mas também não me quero meter na discussão partidária alheia. Professor não deixa de exercer um cargo com implicações políticas, mas esse é o objectivo do seu trabalho, nada tem nada a ver com a organização partidária. 

Tratam-se de eleições para a presidência, governo e vice-governo do estado, deputados federais, senadores e deputados estaduais. No caso dos senadores só parte é eleito. Sim, a lei eleitoral no Brasil é complexa, tenta replicar o sistema americano. Depois na hora de premir os botões a complexidade aumenta, a necessidade de distribuir votos é enorme.

Vejo muito entretenimento e pouco debate de ideias, o facto da eleição ser obrigatória pode contribuir para tal, pois é preciso convencer o eleitorado. As eleições em Portugal estão a caminhar no mesmo sentido. A grande diferença aqui é que raramente os partidos vão a votos sozinhos. Articulam-se para tentarem obter votos nos vários sufrágios em simultâneo. O que nem sempre ocorre. Já vi um prefeito definir o seu sentido de voto com escolhas em todos os seus espectros políticos de primeira e segunda opção. 

Em princípio este tipo de eleições gera menos violência, nunca se pode dizer que não gera. No caso da eleição de prefeitos e vereadores a questão muda de figura, são as disputas locais com as suas rivalidades. Não comento o conteúdo nem os envolvidos, mas nesse entretenimento a campanha mostra situações caricatas, umas de espanto e outras para rir. Que termine logo tudo isso.

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